12/11/2013
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Com expectativa de vida maior, idosos têm viajado cada vez mais

Zero Hora

 "A vida tem que ser vivida, não interessa a idade." Sob esse lema, a professora de educação física Kátia Silveira, 51 anos, transforma o dia a dia dos alunos. Foi responsável, por exemplo, por acumular carimbos dos mais diversos cantos do mundo no passaporte: Portugal, Caribe e Estados Unidos foram alguns dos destinos escolhidos pela animada turma de hidroginástica da "tia Kátia" — como é carinhosamente apelidada. E as histórias contadas pelo grupo, cuja faixa etária varia de 50 a 90 anos, mostram que, definitivamente, a idade não é empecilho.

— O recepcionista do hotel de Aruba falava que a gente era o grupo que ia cedo e voltava tarde da noite — conta ela.

A melhor idade é um público de viajantes em potencial. De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), esse nicho deve movimentar R$ 1,62 bilhão no mercado de turismo este ano, 8% a mais do que em 2012.

Outro estudo, feito pelo Programa de Administração de Varejo em 2011, mostra que 32,9% das pessoas com mais de 60 anos viajam de duas a três vezes por ano. Revela ainda os destinos mais procurados pelos idosos: cidades culturais, áreas serranas, praias, campos, resorts e cidades com neve. Essas pessoas também gostariam que as agências oferecessem check-in antecipado, ficha médica com remédios e seguro-viagem.

A turma da "tia Kátia" é um exemplo de vitalidade. Em Cancun, não apenas aproveitaram as praias paradisíacas como também a vida noturna.

— Teve um dia que fomos em todas as boates. Saímos às 3h. Tivemos até que pegar, naquela hora, um ônibus comum para voltar, mas no fim deu tudo certo. Eu já conhecia a cidade, mas decidi ir de novo por causa da turma, achei que seria animado — conta a aposentada Joana D'Arc Cardoso, 56 anos.

A aposentada Norma Gallo Soares, 61 anos, também não perde uma viagem.

— Na semana que estamos fora, voltamos a ser adolescentes. Não preciso me preocupar com a casa, só no que vou fazer, para onde vou sair — brinca Norma.

Já para o colega Palamede Parro, 83 anos, a maior vantagem das viagens são a convivência social, a assistência dada pela professora e a liberdade das brincadeiras.

— Para a próxima, já estou inscrita — garante.

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