24/04/2013
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Maquiagem infantil: conheça o que é permitido

Revista Saúde é Vital

 

A paulistana Gabriela Caruso, do alto de seus 3 anos e meio, já é uma moça. Pelo menos, é o que ela acha. Adora brincos, colares e anéis. Escolhe roupas e sapatos. Bonecas? Só as de luxo. Agora, quer vê-la realmente feliz? Entregue em suas pequeninas mãos um brilho labial! 

O frenesi em torno das maquiagens não é privilégio de nossa esfuziante personagem. É o máximo para qualquer garota. O problema é quando a brincadeira e a curiosidade dão lugar à necessidade cotidiana de se pintar, expondo a frágil pele da criança a substâncias químicas nem tão inofensivas assim para ela. 

O que fazer? Um cuidado importante é prestar atenção na frequência com que a filha brinca de maquiagem. "De vez em quando, ir a uma festinha toda pintada é divertido. Mas, se o uso desses produtos de beleza passa a ser constante, há alguns riscos", avisa o pediatra e toxicologista Sérgio Graff, de São Paulo. O perigo é maior quando a criança utiliza maquiagens que vêm em brinquedos e os cosméticos da mãe. "Os produtos podem ser hipoalergênicos para a pele da mãe, mas isso não significa que serão seguros para a da menina", alerta Graff. 

Na prática, o que os especialistas recomendam é: se for para a criança se maquiar, vale a pena investir em kits infantis certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. O problema de usar qualquer substância no rosto dos pequenos é que a pele deles, imatura e fina, tem uma absorção maior. "A camada de gordura, a penugem e a pigmentação ainda estão em formação. Soma-se a isso a falta de imunidade dos mais jovens frente a corpos estranhos", resume a dermatologista Ana Mósca, do Rio de Janeiro. "Há casos de crianças com alergias, irritações e até queimaduras químicas por causa do uso indevido de maquiagens." 

A mãe da pequena Gabi, a psicopedagoga Juliana Caruso, não estimula a filha a usar maquiagem, principalmente fora de casa, mas tomou algumas medidas para a segurança da criança: "Eu mesma passei a usar brilhos e batons infantis para não correr o risco de a Gabi pegar o que não deve na minha bolsa". 

Antes que os pais se desesperem, os especialistas lembram que um pouquinho de maquiagem hipoalergênica, vez ou outra, costuma ser inerte. Na verdade, o que mais preocupa são os aspectos emocionais. "Entre 3 e 5 anos, a menina se projeta na mãe e quer se produzir como ela. Isso é normal. O que não é normal é a filha pular a fase infantil e se tornar algo que não é", alerta a médica Ana Mósca. Fique atento se é o caso e, na dúvida, procure ajuda especializada. 

Confira abaixo as determinações da Anvisa para o uso de maquiagem para crianças: 

Um dos requisitos para as maquiagens infantis, é que tenham baixa fixação, e que possam ser removidas facilmente com água. A Anvisa sugere também que os produtos tenham gosto ruim para evitar que as crianças os levem à boca.

Sabonetes, xampus e condicionadores

Existem produtos específicos para tipos de cabelo, e com as crianças não é diferente. Elas contam com linhas infantis especificas que suprem suas necessidades. 

Quanto aos sabonetes, estes também devem ser dedicados a pele mais sensível das crianças.

Protetores solares

O uso diário dos protetores é muito importante, mas antes dos seis meses de idade é preciso que haja recomendação médica. A Anvisa sugere que o fator mínimo de proteção é o FPS 15, e ainda, a utilização deve ser feita de acordo com o tipo de pele da criança,

Esmaltes infantis

Segundo a nova cartilha os esmaltes permitidos para as crianças são aqueles à base de água, que são facilmente removíveis sem a utilização de acetona ou removedor. Os esmaltes assim como as maquiagens também devem ter gosto ruim para evitar a ingestão.

Batons e brilhos labiais

Os batons e brilhos seguem a mesma ideia anterior, a durabilidade deve ser pequena. E em crianças muito novas um adulto deve fazer a aplicação.

Fixadores de cabelos

Coloridos, com fotoprotetor, efeito luminoso, podem ter tudo isso, mas são indicados apenas para crianças a partir dos 3 anos, e devem ser aplicados por adultos.

Embalagens

Além do conteúdo dos produtos a nova cartilha mostra também o jeito que as embalagens tem de ser. Elas devem apresentar válvulas de dosagem, que façam com que saia pequenas quantidades do produto, e não podem ser aerosol.

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