15/01/2014
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Saiba mais sobre a dissecção aórtica

Rachel Lopes (Saúde em Pauta)

A dissecção aórtica, doença do ex-presidente do PT José Genoíno, segundo dados da literatura médica, tem altas taxas de mortalidade. As estatísticas apontam 10 a 20 casos por milhão de habitantes por ano e, se não tratada, a mortalidade é de cerca de 50% em 48 horas e de 60% a 90% em uma semana.

O diretor médico do Hospital TotalCor, em Ipanema, Zona Sul do Rio de Janeiro, Eduardo Nagib, explica que o quadro clínico de apresentação da doença pode ser dor torácica ou abdominal em 90% dos casos, hipertensão arterial, paralisia dos membros inferiores, falta de ar e hemorragia.

“Também é necessário ficar atento às complicações tardias, das quais as três mais importantes são: uma nova dissecção, a formação de aneurismas na aorta enfraquecida e insuficiência progressiva da válvula aórtica. Qualquer uma dessas complicações pode necessitar de correção cirúrgica”, enfatiza Nagib.

 

Saiba mais sobre dissecção aórtica

 

O que é?

O revestimento interno da parede da aorta sofre laceração, acarretando vazamento de sangue, o qual disseca (separa) a camada média e cria novo canal na parede arterial. A deterioração da parede arterial é responsável pela maior parte das dissecções da aorta.

 

Quais as causas?

A causa mais comum dessa deterioração é a hipertensão arterial, que está presente em mais de dois terços das pessoas que apresentam dissecções da aorta. Outras causas incluem distúrbios hereditários do tecido conjuntivo, especialmente as síndromes de Marfan e de Ehlers-Danlos; defeitos congênitos do coração e dos vasos sanguíneos e tabagismo, que também é responsável por causar essa doença.

 

Sintomas

Dor geralmente de forte intensidade e súbita. Comumente, os pacientes sentem uma dor torácica descrita como “dilacerante”. Também é frequente a dor na região dorsal, entre as escápulas. Dependendo de quais artérias são bloqueadas, as consequências incluem acidente vascular cerebral, infarto do miocárdio, dor abdominal súbita, lesão nervosa com produção de formigamento e incapacidade de movimentar um membro.

 

Diagnóstico

O sangue que escapa através de uma dissecção e que se acumula em torno do coração pode impedir que seus batimentos sejam adequados, produzindo tamponamento cardíaco, condição potencialmente letal. As radiografias torácicas revelam aortas dilatadas em 90% das pessoas sintomáticas. Normalmente, a ultrassonografia confirma o diagnóstico, mesmo quando não existe dilatação da aorta. A tomografia computadorizada (TC) realizada após a injeção de um contraste é uma técnica confiável e que pode ser realizada rapidamente, o que é importante em uma situação de emergência.

 

Tratamento

Geralmente, o tratamento é cirúrgico para dissecções que afetam os primeiros centímetros da aorta próximo do coração, exceto quando complicações da dissecção implicam risco cirúrgico muito alto. Durante a cirurgia, é removida a maior área possível da aorta dissecada, impedindo que o sangue entre pelo falso canal, e a aorta é reconstruída com o auxílio de um enxerto sintético. Se a válvula aórtica apresentar refluxo, o cirurgião realiza sua reparação, a substitui ou ainda insere uma endoprótese.

 

 

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