14/11/2013
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Mochila e bengala robóticas podem facilitar a vida de idosos e deficientes

G1

Em um país onde um quarto da população de 128 milhões de habitantes tem mais de 65 anos, inovações que facilitam a vida dos idosos ou de seus cuidadores são alvo de muitas pesquisas e têm enorme potencial de negócios, como mostra a Exposição Internacional de Robôs, em Tóquio.

Trajes com músculos pneumáticos e uma bengala que se comporta como um cão guia disputaram as atenções dos visitantes com um robô manicure neste evento que se estende até sábado na capital japonesa.

O traje musculoso que dá poder extra a cuidadores para ajudá-los a levantar um paciente de uma cama é uma das principais atrações do evento.

Vestido como se fosse uma mochila, o dispositivo é alimentado com ar comprimido e permite à enfermeira ou cuidador ter mais força muscular nas costas e coxas ao erguer alguém idoso ou incapacitado.

A máquina, desenvolvida pela Universidade de Ciência de Tóquio e por uma empresa de enfermagem, é ativada por um tubo na boca do usuário, que adiciona sustentação ao inspirar e desliga o equipamento ao expirar.

"Parece que você está usando a metade da força para levantar as pessoas", disse o cuidador Norikatsu Kimura, que participou de um teste com a empresa especializada em cuidados com idosos Asahi Sun Clean. "A ajuda me dá um alívio porque sempre nos preocupamos em machucar a parte de baixo das costas", acrescentou.

A força por ar comprimido do dispositivo o torna seguro para uso na água, importante pela necessidade de levantar pacientes durante o banho. O aparelho pesa 10 quilos, incluindo o tanque de ar de dois quilos.

Entre as 300 companhias que apresentam inovações na feira de quatro dias está a NSK, que apresenta um dispositivo semelhante a uma bengala para ajudar deficientes visuais em seus deslocamentos, com apoio físico e orientação espacial.

O LIGHBOT, que lembra um cano fincado em um carrinho minúsculo, consegue guiar o usuário com problemas de visão a um destino pré-programado. O dispositivo percebe perigos ao longo do caminho, como buracos ou muros, e obstáculos como bancos de praça.

"Graças a sensores, esta máquina evita qualquer obstáculo e permite aos deficientes visuais se movimentarem de forma segura", explicou Mayuko Mori, da NSK.

"Há uma falta séria de cães guias e, de qualquer forma, algumas pessoas não podem manter animais em seus apartamentos", continuou.

Segundo ela, ainda não foi tomada uma decisão sobre uma produção do dispositivo em larga escala, mas testes de campo em hospitais e outras instituições começarão em breve.

 
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