10/03/2014
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Novo exame é capaz de "medir" envelhecimento

Tribuna da Bahia

Novo exame genético disponível no Brasil é capaz de medir o nível de envelhecimento de uma pessoa e detectar predisposição a doenças como câncer, diabetes e problemas cardíacos. Através de uma simples coleta de sangue, é possível descobrir se o corpo está ‘amadurecendo’ mais rápido do que o esperado para a idade.

A técnica foi desenvolvida baseada no estudo dos telômeros, extremidades dos cromossomos que são responsáveis por protegê-los. Cada vez que as células se dividem, os telômeros encurtam, e é pelo tamanho dessas estruturas que são feitas as medições relativas ao envelhecimento. 

O índice de telômeros de um paciente é comparado ao de uma população da mesma faixa etária. Segundo a hematologista Regina Biasoli Kiyota, médica do Laboratório Alta Excelência Diagnóstica, o encurtamento dos telômeros a cada divisão celular faz parte do ciclo natural da vida, porém alguns hábitos ao longo dos anos podem contribuir para uma aceleração desse processo. É o caso do cigarro, do estresse e do sedentarismo. 

“Hoje, já detectamos a predisposição a problemas como diabetes, obesidade e alguns tipos de câncer. Mas muitas doenças poderão entrar nesta lista. A depressão é uma delas”, disse. 

O laboratório trouxe a técnica para o país há cerca de seis meses. Realidade nos Estados Unidos e na Europa, a novidade é aconselhável somente para adultos e idosos que apresentam histórico de doenças na família e que desejam conhecer os próprios riscos. 

Mas é preciso ter cuidado na indicação do exame, já que, ao lidar com resultados negativos, o paciente pode ter o lado psicológico abalado. “Ele deve ser receitado com bastante critério e a interpretação deve ser ainda mais cuidadosa”, explica a especialista. O exame custa em torno de R$ 2 mil e não está disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

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