08/01/2014
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Vitaminas: tudo o que você precisa saber

Juliana Xavier

É inegável que as vitaminas são fundamentais, mas a natureza se encarregou de distribuí-las por tantos alimentos que é difícil termos deficiência de alguma delas. Ainda assim, a ideia de que vitaminas fabricadas são sempre excelentes paira na cabeça de muitas pessoas. O que elas desconhecem é que esses produtos, quando consumidos em excesso, podem ser prejudiciais à saúde. A hipervitaminose A, por exemplo, causada pelo excesso de ingestão de vitamina A, pode levar ao aparecimento de pele ressecada, áspera e descamada, fissuras labiais e ceratose folicular. Já o excesso de vitamina C pode provocar distúrbios gastrointestinais e cálculo renal.

 

Isso significa que não se deve fazer o uso de nenhum suplemento vitamínico? Não. Significa que é preciso saber o que, de fato, você está ingerindo e se é realmente necessário para sua saúde. Afinal, apesar da existência dos multivitamínicos, as carências não são genéricas e devem ser individualizadas. “É importante salientar que os complexos vitamínicos são estabelecidos como complemento alimentar, sendo assim, sua prescrição deveria ser feita idealmente por profissional de saúde, com a finalidade de corrigir uma eventual insuficiência detectada clinicamente ou por exames laboratoriais”, salienta a endocrinologista do Sérgio Franco Medicina Diagnóstica Dra. Yolanda Schrank.

 

“Devem ser medicados com suplementos aqueles indivíduos que tenham alguma deficiência nutricional e serão beneficiados pela suplementação ou que tenham alguma deficiência de certo nutriente que não pode ser corrigida pela alimentação”, explica a endocrinologista, que separa quatro grupos principais: crianças, gestantes, idosos e atletas. “São organismos com necessidades diferentes. Um atleta de alta performance muitas vezes não consegue repor com a alimentação o que gasta no treino. As mulheres grávidas precisam de mais ferro, ácido fólico e vitaminas. Já os idosos tomam pouco sol e, com frequência, têm dificuldade em se alimentar bem: não têm estímulos e não gostam de alimentos e frutas duras, por exemplo. No caso das crianças, há sempre aquelas que se recusam a ingerir legumes, verduras e frutas”, completa a doutora.

 

Cabe lembrar ainda a importância de se individualizar a suplementação com vitaminas em pacientes com certas doenças crônicas, vegetarianos e pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. A melhor forma de garantir um corpo saudável ainda é comendo direito. “Para grande parte da população, os nutrientes necessários são conseguidos por meio da alimentação”, garante a doutora. Ou seja, vale muito mais apostar em uma reeducação alimentar com um profissional do que atacar a gôndola de suplementos da farmácia. É importante entender que a suplementação é exatamente o que o nome sugere: um extra, um complemento que deve ser utilizado em casos específicos. Uma dieta balanceada somada a exercícios físicos e redução dos maus hábitos (uso de cigarro, bebida alcóolica e drogas e noites maldormidas) ainda é a melhor receita para uma vida saudável.

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