07/09/2013
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"Marombeiros" de até 98 anos pagam R$ 150 por dia em academia geriátrica

Folha de S. Paulo

 

"Lança-pefume", de Rita Lee, toca alto no salão da academia às 11h. Enquanto pega ar para fazer o exercício de fortalecer as coxas, ao ritimo da música, uma "marombeira" afirma: "Eu adoro isso!". A esportista é Elza Gouveia Marques, 91, uma das frequentadoras do Gero's Center, uma academia de luxo focada em clientes acima dos 60.

O centro, cujo nome é uma abreviação de geriátrico, fica nas dependências do Lar Santana, casa de repouso com mensalidades na casa dos R$ 4.000, em Alto de Pinheiros. Mas está aberta, de segunda a sexta, a qualquer interessado em malhar. Há ainda aulas de ioga e de pilates voltadas para corpos veteranos.

E não só se trabalham os músculos. O dia cheio no centro custa R$ 150. Inclui o exercício, almoço, jantar e um momento de relaxamento na sala de descanso, onde alunos podem tirar uma soneca ou ver TV depois de cansar o corpo.

Planos sem as refeições também existem, bem como pacotes que unem academia com atividades intelectuais, como uma aula para "marombar" a memória. Três vezes por semana custam R$ 340 por mês.

Academia da terceira idade

"Antigamente falava-se com o aluno idoso infantilizando: 'levanta o bracinho, vamos fazer exercício'. Não dá. Precisa tratar como se trata qualquer um", diz a coordenadora de fisioterapeuta Carla Gion de Almeida.

Além de Gion, há um grupo de fisiooterapeutas na casa. Isso porque cada aluno tem o acompanhamento constante do profissional, uma espécie de "personal trainer", mas seu trabalho é adaptar cada movimento às necessidades do corpo.

Antes de ser admitido no universo dos alteres, os novos alunos idosos fazem testes. Um deles num computador em formato de placa que foi trazida da Finlândia, para avaliar o equilíbrio dos alunos, e que funciona como um videogame. Enquanto a tela mostra estrelas, o aluno pisa em botões gigantes para tentar ficar na mesma posição em que o astro está na tela.

A nonagenárira Elza tirou de letra. "Afinal, eu tenho muita energia para gastar", diz ela, que ainda administra as finanças da família. "O exercício, pra mim, é tranquilo."

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