13/09/2013
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Assuma o controle da sua aposentadoria!

Portal Futuro da Gente

 

Para quem está no início da carreira, planejar a aposentadoria pode parecer desnecessário, mas o quanto antes nos prepararmos para ela, maiores serão as chances de termos uma velhice tranquila. Já pensou na possibilidade de chegar a certa idade e, apesar de ter vitalidade para trabalhar, não ter mais interesse? E se antes de se aposentar acontecer algo que venha a limitar sua capacidade laboral?

Para ajudar a população a planejar seu futuro, o governo criou em 1960 a Lei Orgânica da Previdência Social. Por muitas décadas, esse foi um instrumento eficaz para garantir assistência e previdência aos trabalhadores brasileiros, mas as mudanças demográficas por que nosso país passa estão forçando uma reestruturação desse sistema. Contudo, isso não significa que devemos deixar nosso futuro nas mãos do governo. O que podemos fazer para ter uma aposentadoria mais confortável?

Além da previdência social, é possível investir na previdência complementar. Essa modalidade existe desde os anos 70, mas começou a ganhar notoriedade há menos de vinte anos, quando passaram a surgir planos mais interessantes. A Previdência Complementar é composta por entidades abertas (EAPC) e entidades fechadas (EFPC). As primeiras são sociedades anônimas que disponibilizam planos a qualquer pessoa física, sendo a Brasilprev, a Bradesco Vida e Previdência e a Itaú Vida e Previdência as maiores EAPCs, segundo o Ministério da Fazenda. As EFPCs, mais conhecidas como Fundos de Pensão, oferecem planos de previdência para grupos fechados, como empregados de uma empresa ou órgão público. Um exemplo de Fundo de Pensão é a Petros (Petrobrás), a Funcef (Caixa Econômica), ou o Postalis (Correios) . Graças a seu caráter complementar, é possível, recomendável e geralmente financeiramente vantajoso aplicar em diversos planos, combinando o INSS com um plano em uma EAPC e outro em uma EFPC, por exemplo.

Os planos de previdência complementar aberta mais conhecidos são o PGBL e o VGBL. Segundo a Susep, eles representam quase 95% dos planos comercializados no Brasil. A diferença mais importante entre eles é que o PGBL oferece incentivos fiscais no curto prazo e, por isso, é o mais indicado para quem declara Imposto de Renda pelo modelo completo. O VGBL, por sua vez, oferece vantagens de longo prazo, beneficiando quem é isento de IR ou faz a declaração simplificada. Entretanto, há outros tipos de planos disponíveis no mercado, como o Fapi (Fundo de Aposentadoria Programada Individual). Há também um grupo de modalidades inspiradas no PGBL e no VGBL, cada uma oferecendo uma combinação diferente de benefícios e desempenho. São os chamados PRGP/VRGP, PAGP/VAGP, PRSA/VRSA e PRI/VRI. Tratam-se de planos muito pouco conhecidos, mas que oferecem um grau de personalização. Quem tem acesso a um fundo de pensão, que é uma instituição sem fins lucrativos, leva vantagem na hora de escolher o próprio plano. Isso porque, além das taxas de administração reduzidas, muitas vezes conta com um apoio de uma empresa patrocinadora, que credita, mensalmente, uma contribuição nos planos ativos de seus respectivos empregados, aumentando significativamente a reserva no longo prazo.

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