10/03/2014
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Aposentado e com muito fôlego de sobra

Danilo Sanches (Agência Bom Dia)

O consultor de RH Domingos Ruiz acabou de pegar o diploma de coach (uma espécie de anjo da guarda profissional, que dá treinamentos específicos) e está à procura de um novo emprego. Isso seria comum se Domingos não estivesse iniciando a nova carreira aos 62 anos de idade e com oito de aposentadoria. 

Ele faz parte de um movimento que tem sido identificado entre os aposentados ativos economicamente, dos quais 80% querem mudar de carreira, segundo um estudo da empresa Vagas Tecnologia.

A cada 20 aposentados pesquisado, apenas um não quis voltar ao mercado de trabalho, segundo o estudo recente. 

Quando se aposentou pelo INSS, aos 54 anos, Domingos não via sentido em parar de trabalhar e continuou na mesma empresa até os 61 anos. Então se associou como consultor independente a uma consultoria de RH, já que tinha muita experiência e contatos acumulados ao longo de 38 anos de carreira.

“Além de ser uma profissão onde ajudo outras pessoas é uma nova carreira profissional”, conta Domingos. “Até parei de trabalhar por alguns meses quando tinha 61 anos, mas depois a vida precisava de um sentido, uma rotina.”

O caso de Madalena do Prado Mantovani, 64 anos, aposentada há 20, foi diferente. Continuou trabalhando em virtude do baixo valor da aposentadoria que recebia. 

A renda familiar dependia da contribuição que ela fazia e que ainda hoje rende cerca de R$ 1 mil a mais no orçamento. Madalena não mede esforços e trabalhou como diarista, fez bolos e hoje passa roupas. Mas a saúde não está mais a favor do esforço dela.

“Hoje já penso em parar por conta da saúde. Vai ser difícil, vamos ter que reduzir os gastos, mas ando muito cansada”, conta a aposentada.

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