05/09/2013
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Contratar cuidadores exige alta capacidade financeira

Diário do Grande ABC

Em 2022, o Brasil estará no seu melhor momento demográfico em termos econômicos. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa será a hora em que o País alcançará a maior proporção de pessoas em idade ativa (entre 15 e 64 anos) em relação à população total.

Cuidar da primeira e da terceira idade exige dinheiro. Atualmente, na maioria das cidades, no caso dos idosos que perderam a mobilidade ou a autossuficiência, a questão de saúde acaba, também, se tornando um dilema financeiro de grandes proporções, pois implica que alguém da família em idade produtiva terá de deixar de trabalhar fora de casa para cuidar do idoso ou que uma cuidadora profissional terá de ser contratada.

“Os custos variam bastante, mas uma cuidadora em jornada diurna de oito horas, de segunda a sexta-feira, custa R$ 1.056 por mês, mais condução e os custos trabalhistas que podem aumentar a conta em cerca de 50%”, descreve Gisele Smith, diretora do Grupo Vida, Amor e Riso, empresa especializada no treinamento de cuidadoras de idosos.

Ela lembra que normalmente as famílias precisam de jornadas de 12 horas, o que eleva o salário da profissional para R$ 1.584 mensais durante o dia e para R$ 1.800 no período noturno, sempre nos dias de semana. O desembolso para quem contrata de segunda a sábado chega a R$ 2.000 mensais só para passar as horas da noite com o idoso.

“Um cuidador não é só uma presença para evitar que o idoso fique sozinho, é alguém que aprendeu técnicas para estimular quem está acamado e que sabe gerir a relação com a família”, diz Gisele, que já formou 400 profissionais desta área.

Ciente de que nem todas as famílias têm condições financeiras de arcar com esse patamar salarial das cuidadoras, o poder público já está desenvolvendo iniciativas para atender a população.

Tudo indica que num futuro próximo Diadema terá uma unidade do Centro Dia, iniciativa do governo do Estado, realizada em parceria com as prefeituras, que visa o atendimento especializado nos casos que exigem cuidados mais intensos. São Bernardo já conta com uma.

“Hoje temos 1.200 pessoas inscritas no Centro de Convivência da Melhor Idade, destes, identificamos um percentual que tem mobilidade reduzida e exige cuidados diferenciados de enfermeiros, assistentes sociais e psicopedagogos”, diz a vice-prefeita de Diadema, Silvana Guarnieri.

Embora a construção do centro já esteja decidida, o local, o prazo e as regras de funcionamento ainda estão sendo definidos. A expectativa é receber 50 pessoas, e será dada prioridade àquelas que já frequentam o centro de convivência do município.

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