04/02/2013
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Quais as melhores ações do setor de consumo em 2013?

Exame.com

 

Dúvida: Tenho o hábito de sempre comprar ações ao longo do ano, poucas ações por mês no valor entre 500 reais e 1.000 reais. Quais ações de empresas do setor de consumo não cíclico são as melhores alternativas para 2013 para um investidor com o meu perfil?

Resposta de Clodoir Vieira*:

Para o momento, eu recomendo essas empresas. É importante reavaliar essas recomendações ao longo do ano:

- Ambev - Setor bebidas

- Hypermarcas - Setor produtos de saúde

- Kroton - Setor educacional

- Pão de açúcar - Setor comércio

- Totvs - Setor tecnologia da informação

A queda de juros pode trazer oportunidades de investimento em renda variável. O Brasil vem ocupando o terceiro lugar entre os países mais promissores para investimento. Vejo que existem oportunidades em alguns setores como: varejo, consumo, bens de capital, educação e saúde. Por isso, foquei o mercado interno como um todo, não apenas o setor de consumo.

Motivos para a escolha das ações:
 
Totvs: a expectativa para o setor de software brasileiro é muito boa. O ainda baixo grau de penetração de softwares de gestão empresarial nas empresas de micro, pequeno e médio portes sustenta a expectativa de expansão do volume de vendas de novas licenças. A companhia continua a apresentar uma combinação excelente de crescimento e lucratividade, com forte atrativo defensivo.
 
Ambev: a empresa de bebidas conta com a vantagem de ter resultados previsíveis, fator levado em conta principalmente em épocas de crise. Vemos bons fundamentos na companhia e boas perspectivas para o mercado de bebidas, impulsionado pelo aumento da massa salarial. A Ambev anunciou no mês de dezembro que pretende realizar uma reorganização societária a fim de simplificar sua estrutura e ter apenas ações ordinárias, buscando assim reduzir custos operacionais e administrativos e aumentar a liquidez de seus papéis.
 
Hypermarcas: segue favorável diante do crescimento esperado para a economia brasileira nos próximos anos. Do lado operacional, a companhia afirma que continuará a abrir novos canais de vendas, aumentar a participação de mercado (market share), desenvolver novos produtos que agreguem valor ao mix comercializado, bem como manter a estratégia agressiva de marketing. Todas essas ações, visando melhora no desempenho operacional e financeiro, continuarão a proporcionar resultados consistentes, o que justifica nossa recomendação.
 
Kroton: a empresa apresentou um lucro líquido de 61 milhões de reais no terceiro trimestre de 2012, com crescimento de 195% sobre o mesmo período de 2011. A causa principal dessa excelente performance foi a própria expansão exponencial (de 461%) do resultado da atividade. A Receita Líquida apresentou crescimento de 114% ao se comparar com o mesmo período do ano anterior, devido ao incremento do número de alunos - seja por crescimento orgânico, seja via aquisições - e aos acréscimos no valor das mensalidades. Além do bom resultado que a empresa vem apresentando, o governo continua investindo muito no seu programa de financiamento estudantil (Fies), e o crescimento do número de alunos através de Ensino à Distância (EAD) dá um retorno maior para a companhia.
 
Pão de Açúcar: destacamos as medidas implementadas ao longo de 2011 e de 2012 que possibilitaram o aumento da eficiência das operações das lojas, o que resultou no fechamento de formatos de lojas considerados ineficientes; o reposicionamento da bandeira Ponto Frio, cujo foco passou a ser mais voltado para os públicos das classes A e B; a força da bandeira Casas Bahia junto aos consumidores das classes C e D, tendo em vista o eficiente sistema de crédito ao consumidor; a diversificação de produtos; e a atuação por meio de lojas multiformatos, o que faz com que a companhia atenda melhor às especificidades dos seus diversos públicos-alvos. Acrescentamos a possibilidade de aumento da receita proveniente da oferta de serviços financeiros e de aceleração das vendas por meio do canal virtual, visto que a Globex e a Casas Bahia têm canais de vendas virtuais bem estruturados.
 
*Clodoir Vieira é economista-chefe da corretora Souza Barros, atuando no mercado de capitais há mais de 21 anos. Também é professor de governança corporativa na pós-graduação do Senac-SP e no Ipog - Instituto de pós graduação de Goiânia.
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