25/10/2013
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Congresso em Florianópolis aponta um novo aposentado

Portal Vida 10

 

Definitivamente os aposentados, pensionistas e idosos não são mais os mesmos. A abertura do XXII Congresso Nacional da categoria, realizada hoje, dia 21, em Florianópolis, deixou isso bem claro. Entre as dezenas de discursos houve até quem, num momento acalorado, deixasse explícito que é preciso deixar de lado um pouco a passividade e partir para atitudes mais eloquentes. 

A presidente da federação de aposentados do Rio de Janeiro, Ieda Gaspar, não poupou palavras ao afirmar que “os aposentados têm que ser mais agudos, menos brandos e mais incisivos, pois o governo só ouve quem faz muito barulho, quem reage mais acaloradamente diante dos infortúnios e do aviltamento dos seus direitos”.

De acordo com o presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Santa Catarina (Feapesc), Iburici Fernandes, responsável pela organização do evento, achatar indiscriminadamente o salário do aposentado é um crime contra a vida do idoso. “O único que ganha com isso é o mal. Pessoas em Deus respeitam o idoso e o aposentado. Esse congresso mostra com todas as letras que o político que desprezar esta classe vai cair em descrédito e verá sua carreira terminar antes de começar”, enfatiza.

O senador Paulo Paim, autor do Estatuto do Idoso e representante da categoria no Congresso Nacional, lembrou que “se o governo teve a vontade política de desonerar a folha do empresário, o que de imediato resultou em menos dinheiro para o INSS, significa dizer que, afinal, quem falava que o INSS é deficitário acabou por jogar por terra este argumento equivocado”. 

Paim fala sobre os três desafios dos aposentados

Durante o discurso na abertura do Congresso Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos o senador Paulo Paim lembrou que a luta dos aposentados por uma vida mais digna está concentrada em três frentes: o reajuste da aposentadoria igual ao do salário mínimo (para acabar com o achatamento salarial contínuo); a segunda é que o aposentado receba o mesmo valor de salários mínimos na aposentadoria que recebia quando trabalhava; e por último, o fim do fator previdenciário que, segundo ele, é um atentado contra a vida do idoso neste país. “O judiciário tem que, sistematicamente, parar de votar contra o aposentado, pois isso já está passando dos limites de tolerância”, comenta.

O XXII Congresso Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos conta com a participação de 1.405 pessoas, representantes de associações e federações de todo o Brasil. A programação segue com palestras, debates e outras atividades até a manhã de quinta-feira, dia 24.

 
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