24/07/2013
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A folga da terceira idade

Paraná Oline

 As questões culturais de um povo não se muda com um decreto ou um “canetaço” qualquer, é preciso mais que isso, passa pelo modo de trabalhar, renovação de idéias, ideais, isso vai gerando uma mudança de comportamento a qual finalmente promove as mudanças culturais.

Ocorre que ao invés de investir maciçamente na Educação que é a principal mola propulsora de toda a mudança benéfica, promove-se a inflação legislativa que além do populismo e de votos desavisados só produz mais do mesmo.

Tentar portanto diminuir as desigualdades ou fortalecer os aparentemente fracos através de lei, é criar um perigoso espaço para os espertalhões que culturalmente tentam levar vantagem (logo começarão as denúncias de fraude nas cotas).

Hoje em dia o famoso consignado é mais feito por filhos, netos etc que pelos próprios idosos, tem filho de idoso que para levar uma vantagensinha quando vai no mercado ou qualquer outro lugar, leva o pai ou a mãe junto para poder usufruir da vaga especial, sem falar na fila do banco, onde idosos mal educados sobrepujam do direito que tem sem nenhum bom senso, seria até “engraçado”  se não fosse um desrespeito com os demais cidadãos.

Em São Paulo alguns espertos com esse novo “nicho de mercado”, já instituíram o cargo de “véio boy”, deturpando por completo a finalidade do estatuto do idoso.

O respeito que o idoso tem por exemplo no Japão, dificilmente o terá no Brasil, exatamente em razão da questão cultural, lá não tem uma lei dizendo que tem que se respeitar o idoso, mas ele sempre é priorizado.

Além do mais, sabe-se que a idade não dá atestado de idoneidade para ninguém, os canalhas também envelhecem.

A cultura do respeito ao próximo deve ser cultivada em todas as oportunidades, seja no bom senso da fila do banco ou na vaga mal utilizada por algum espertalhão parente do idoso, que aliás nesse caso é conivente com a fraude.

A continuar esses comportamentos, logo virá uma outra medida cerceando essa “conquista”, ou seja, a legislação pode ser uma ferramenta importante em certos avanços, porém, assim como dá pode tirar, e enquanto não se tem educação as leis vão tentando ajeitar a fila.

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