21/10/2013
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Atendimento ao idoso será cobrado na capital

Diário de S. Paulo

A Prefeitura de São Paulo e o governo do estado pretendem dobrar o atendimento aos idosos da capital por meio da construção de novos centros de referência à saúde.

A Secretaria Estadual de Saúde afirma que está prevista a construção de mais dois CRIs (Centros de Referência do Idoso), um na Vila Mariana, na Zona Sul, e o outro na Lapa, na Zona Oeste. Juntos, os novos postos de atendimento terão capacidade de realizar mais de 3,5 mil atendimentos médicos por mês. A previsão é que as obras comecem ainda em dezembro. Hoje o governo já tem dois CRIs.

Além de consultas nas especialidades de geriatria, otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia e ginecologia e exames, os CRIs também vão oferecer aos idosos atividades em grupo, voltadas para a memória, prevenção de quedas, serviços terapêuticos, como podologia, e atividades educacionais, culturais e de lazer.

A Prefeitura, por sua vez, vai construir mais oito Ursi (Unidade de Referência à Saúde do Idoso) em todas as regiões da cidade. Ainda não há previsão de início das obras, mas a expectativa, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é que a primeira unidade seja entregue no ano que vem. Atualmente, a capital é atendida por sete unidades que oferecem assistência individual e em grupo aos idosos e também capacitam os profissionais da rede básica. 

Cuidadores - A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Ursi, oferece o PAI (Programa de Acompanhante de Idosos), que leva cuidadores até a residência de idosos com a saúde debilitada para ajudar a realocar o paciente na sociedade — já  que ele fica segregado por causa de doenças — e efetuar os cuidados necessários, como medicar e tirar a pressão.

A visita dura cerca de quatro horas. O PAI conta com 24 cuidadores para atender 2,9 mil idosos. Segundo a pasta, o número dá conta da demanda, mas há previsão da contratação de mais cuidadores.

Usuários reclamam da falta de médicos  na Zona Leste

Pacientes do CRI (Centro de Referência do Idoso) São Miguel, na Zona Leste da capital, reclamam que faltam médicos na unidade e marcar consulta não é uma tarefa fácil.

A aposentada Terezinha de Jesus Oliveira, de 78 anos, usa os serviços do CRI há oito anos e afirma que o local tem pouco movimento por causa da falta de médicos. “Antes, tinha muito médico, mas eles foram indo embora. Não posso trocar meus óculos porque não tem um oftalmologista para ver se o grau está certo”, afirmou.

A “xará”, a aposentada Terezinha Araújo, de 81 anos, reclama da demora pela consulta. “Fiquei três meses na fila da fisioterapia.”

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde,  é “mentirosa” a informação de que faltam médicos na unidade. Segundo a pasta, há 11 profissionais de diversas especialidades que realizam duas mil consultas por mês.

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