05/03/2013
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Planos de saúde lideram lista de reclamações do Idec

Exame.com

 

Aqueles que contratam planos de saúde para evitar preocupações na hora da doença podem estar dando um tiro no próprio pé. É o que aponta o ranking do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) do serviços mais reclamados ao longo de 2012.

Desde 2001, quando o instituto listou pela primeira vez os serviços que mais deixaram os consumidores instatisfeitos, 2011 foi o único ano que os planos de saúde deixaram a primeira posição entre os mais reclamados. Na ocasião, eletrodomésticos e eletroeletrônicos ficaram no topo do ranking, segundo Karina Alfano, gerente de relacionamento do Instituto.“Com redução de juros e corte do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], mais pessoas acabaram tendo acesso a esses produtos”, diz.

Confira quais os setores que mais dão dor de cabeça para os consumidores, segundo lista do Idec. 

Planos de Saúde

Os planos de saúde foram responsáveis por 20% dos atendimentos realizados pelo Instituto. A maior parte dos problemas vem da negativa de cobertura de procedimentos, exames e consultas. “Os reajustes de preços e descredenciamento de prestadores de serviço também são fatores sensíveis”, explica a gerente de relacionamento do Idec.

Embora o Instituto não divulgue o nome das empresas reclamadas, Karina destaca que os participantes de planos de saúde coletivos de menor porte geram mais ocorrências. 

Setor financeiro

Responsável por 16% dos atendimentos do Idec, o setor financeiro também tem dado dor de cabeça no consumidor. “As maiores queixas vem de cobranças indevidas, dificuldade na portabilidade de crédito e a inscrição em cadastros negativos”, afirma Karina, que acredita que a maior falha dos bancos está na escassez de informações sobre seus produtos. “Falta informação para o consumidor comum”, afirma. 

A falta de educação financeira faz com que muitos consumidores comprem gato por lebre, desconhecendo juros, encargos e outros custos que podem incidir sobre os produtos financeiros. “É papel das instituições financeiras ajudar a educar as pessoas”, diz Karina. 

Bens de consumo

Entre os bens de consumo, o destaque é dos eletrodomésticos e eletrônicos. Com o barateamento desses produtos pela redução dos juros e corte do IPI, a maior parte das empresas ampliou largamente sua base de clientes. 

No entanto, o crescimento em infraestrutura não foi proporcional, o que prejudicou largamente os serviços de assistência técnica. “O comum é o produto apresentar defeito, o cliente procurar a assistência técnica e a empresa demora a dar o devido atendimento, descumprindo prazos”, diz. 

Telecomunicações

Os problemas com telefonia dispensam apresentações. Em 2012, eles responderam por 11% das queixas atendidas pelo Idec. Os sistemas de banda larga tem despertado cada vez mais a ira dos consumidores, que sempre reclamam de uma velocidade abaixo da contratada. “A maior parte das multas acabam não sendo pagas e o maior prejuízo das empresas é a suspensão das vendas por um tempo limitado, ou seja, as reclamações somente não estão resolvendo.”

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